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Ex-ministro Sachsida defende renda mínima universal para conter “tsunami” de empregos provocado pela IA

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O economista Adolfo Sachsida, que chefiou a Assessoria Especial de Estudos Econômicos do Ministério da Economia e foi ministro de Minas e Energia no governo Jair Bolsonaro, propôs a criação de uma renda mínima universal (RBU) como resposta aos efeitos da inteligência artificial (IA) sobre o mercado de trabalho.

A defesa da medida está no e-book Princípios de economia e os desafios da inteligência artificial: a economia na era do preço zero, disponibilizado gratuitamente em 3 de novembro de 2025 pela Gazeta do Povo. No texto, Sachsida afirma que a revolução tecnológica comandada pela IA poderá gerar “mudanças abruptas em escala elevada”, comparáveis a um “verdadeiro tsunami” de desemprego.

Para o ex-ministro, a RBU deve alcançar não apenas pessoas de baixa renda, mas também a classe média, assegurando recursos durante o período de adaptação. “A cada dia que passa, fico mais convencido da necessidade de um programa de renda mínima universal”, escreve.

Sachsida baseia sua proposta no economista liberal Milton Friedman, prêmio Nobel de 1976, que defendia uma garantia básica de renda. No prefácio da obra, o ex-ministro da Economia Paulo Guedes destaca que a ideia preserva “liberdade individual e eficiência econômica” diante dos desafios da nova era tecnológica.

Segundo o autor, a rápida substituição de postos de trabalho de baixa e alta qualificação torna urgente uma intervenção estatal de curto prazo para evitar crises sociais semelhantes às registradas na Primeira Revolução Industrial. Caso ainda estivesse no governo, diz Sachsida, a implementação de um programa de renda mínima universal seria prioridade.

Com informações de Gazeta do Povo