A promotora de Paris, Laure Beccuau, anunciou nesta quinta-feira (30) a prisão de mais cinco pessoas investigadas pelo roubo das joias da realeza francesa expostas no Museu do Louvre. As detenções ocorreram na tarde e noite de quarta-feira (29), no 16º distrito da capital e em localidades do departamento de Seine-Saint-Denis (93).
Entre os detidos está um dos quatro homens que, segundo a polícia, participou diretamente do assalto cometido em 19 de outubro na Galeria Apollo. Exames de DNA ligam o suspeito à cena do crime, de acordo com Beccuau. Os outros quatro presos podem ajudar a esclarecer a logística do roubo.
Joias continuam desaparecidas
As buscas realizadas durante a operação não localizaram as peças roubadas. O Louvre estima o valor material do conjunto em cerca de 88 milhões de euros; especialistas consideram incalculável a relevância histórica dos itens.
Acusações formais contra dois suspeitos anteriores
Na mesma noite das novas prisões, dois homens detidos no sábado passado foram indiciados por “roubo organizado” e “associação criminosa” e tiveram a prisão preventiva confirmada. Ambos, na faixa dos 30 anos, admitiram parte da participação e são apontados como os responsáveis por invadir a galeria e quebrar duas vitrines.
O primeiro, argelino de 34 anos residente na França desde 2010, foi capturado no aeroporto Charles de Gaulle quando tentava viajar para seu país. Seu DNA apareceu em uma das motocicletas usadas na fuga. O segundo, francês de 39 anos, foi preso 40 minutos depois perto de sua casa em Aubervilliers; vestígios genéticos seus foram encontrados numa vitrine danificada e em objetos abandonados pelo grupo.
Investigação em andamento
Segundo a promotora, até o momento não há indícios de colaboração interna no museu, embora a possibilidade não esteja descartada. Aproximadamente 100 agentes da Brigada de Repressão ao Crime Organizado (BRB) e do Escritório Central de Combate ao Tráfico de Bens Culturais (OCBC) seguem empenhados em capturar o quarto ladrão identificado por câmeras de segurança e eventuais cúmplices.
O roubo, considerado um dos maiores já registrados em território francês, continua cercado de mistério quanto ao destino das joias.
Com informações de Gazeta do Povo