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Crise fiscal ameaça arcabouço e coloca Haddad sob fogo cruzado

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Brasília, 30 de outubro de 2025 – O governo federal tenta manter o novo arcabouço fiscal “por aparelhos” até o período eleitoral, enquanto sinais de deterioração das contas públicas acentuam a tensão no Ministério da Fazenda.

O ministro Fernando Haddad, responsável pela condução da política econômica, enfrenta uma dupla frente de pressões. De um lado, precisará detalhar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião marcada após a posse de Guilherme Boulos como ministro, o impacto das recém-anunciadas tarifas de importação dos Estados Unidos. De outro, sofre desgaste político interno após criticar o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por suposta falta de ações para estrangular as finanças do crime organizado.

Arcabouço em situação crítica

A equipe econômica avalia que o regime fiscal corre risco de descumprimento caso a trajetória de gastos não seja contida nos próximos meses. A meta é sustentar as atuais regras até que passe o período eleitoral, evitando revisões que poderiam agravar a percepção de instabilidade.

Tarifas dos EUA no centro da agenda

O encontro entre Haddad e Lula terá como principal pauta as novas tarifas impostas por Washington. A Fazenda prepara estimativas de impacto sobre setores exportadores e alternativas de resposta diplomática e comercial.

Outros temas econômicos em debate

Um e-book recém-lançado por economista defende que falhas do Estado provocam danos mais severos que eventuais falhas de mercado, reacendendo discussões sobre a intensidade da intervenção governamental na economia.

Em paralelo, o país volta a mirar o potencial estratégico das reservas nacionais de terras raras, minerais essenciais para a produção de eletrônicos avançados em meio à disputa tecnológica global.

Na área de transportes, o ministro Renan Filho estuda alterar o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A proposta prevê dispensar a obrigatoriedade de autoescolas, oferecer aulas gratuitas e abrir espaço para um mercado de instrutores independentes.

Os temas devem dominar a pauta econômica nos próximos dias, enquanto o governo busca equilibrar contas, responder a pressões externas e administrar embates políticos internos.

Com informações de Gazeta do Povo