Em texto publicado nesta quarta-feira (29), o jornalista e teólogo Pedro Augusto criticou a postura de parlamentares e militantes de esquerda diante da megaoperação policial que resultou em centenas de mortes na terça-feira (28) no Complexo da Penha, zona norte do Rio de Janeiro.
Segundo o autor, políticos alinhados à esquerda recorreram às redes sociais para condenar a ação, mas permanecem em silêncio sobre a letalidade policial em estados administrados pelo próprio campo político. Ele citou dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que apontam a Polícia Militar da Bahia como a mais letal do país. O estado nordestino é governado pelo PT desde 2007.
Pedro Augusto lembrou ainda de casos recentes de civis mortos por confrontos de criminosos que, de acordo com ele, não receberam a mesma repercussão. Entre os nomes mencionados estão Marli Macedo dos Santos, 60 anos, morta em 27 de outubro na zona norte do Rio, e Kamila Vitória Aparecida de Sousa Silva, 12 anos, atingida por disparo em 5 de dezembro de 2024.
Para o articulista, a reação seletiva demonstraria que denúncias de violações de direitos humanos ganham força apenas quando podem ser usadas para desgastar adversários políticos. Ele defende que vítimas sem ligação com o crime organizado merecem a mesma mobilização.
No texto, o jornalista ressalta que não apoia execuções extrajudiciais e sustenta que criminosos devem ser presos e julgados conforme a lei. Contudo, argumenta que o debate público atribuiria mais visibilidade a mortes de suspeitos em confronto do que a homicídios de cidadãos comuns.
Com informações de Pleno.News