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CPMI do INSS amplia investigações e mira venda de avião ligada a deputado; senador pode ser ouvido

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Brasília, 27 out. 2025 – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a investigar a venda de uma aeronave envolvendo o deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o presidente de uma organização não governamental suspeita de participar do esquema.

O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), disse que o negócio chama atenção porque a ONG, vinculada à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), recebeu R$ 2,5 milhões em emendas parlamentares indicadas por Pettersen.

Depoimentos prestados à CPMI apontam ainda que Pettersen teria indicado Alexandre Guimarães para a Diretoria de Governança do INSS. Guimarães é investigado por supostamente receber R$ 2 milhões de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como operador das fraudes em aposentadorias e pensões.

Defesa do deputado

Em nota, Pettersen afirmou que o avião de pequeno porte foi vendido em 2021 a “particulares alheios às investigações” e que não participou de revendas posteriores. Sobre Guimarães, disse que recebeu o pedido de indicação “como faz com diversos servidores” e que cada indicado responde por suas próprias ações.

Senador Weverton Rocha na mira

Além do deputado mineiro, o relator pretende convocar o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Testemunhas afirmam que um contador ligado ao parlamentar seria sócio de empresa associada ao operador das fraudes, e que um ex-assessor de Rocha teria dado procuração ao mesmo operador.

Rocha afirmou, em nota divulgada em setembro, que a nomeação do ex-assessor teve “caráter estritamente político”, negou qualquer relação com o investigado e classificou como “infundadas” as tentativas de associar seu nome ao esquema.

Aeronave compartilhada

Também sob análise está um Beech Aircraft F90, prefixo PT-LPL, supostamente utilizado tanto por Rocha quanto por Antunes. O deputado Evair de Melo (PP-ES) solicitou os registros de voo do jato, argumentando que o uso compartilhado pode revelar proximidade entre o senador e o operador financeiro. O avião pertence ao advogado de Antunes no Supremo Tribunal Federal e amigo do senador.

Requerimentos negados

A CPMI rejeitou pedidos para convocar o ex-assessor citado e o sócio de uma empresa de turismo que recebeu R$ 5,4 milhões da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), outra entidade investigada. Oposicionistas acusaram a base governista de tentar proteger aliados.

O colegiado aguarda retorno da ONG mencionada nas investigações e analisa a agenda de novas oitivas.

Com informações de Gazeta do Povo