O Parlamento da Croácia aprovou nesta sexta-feira (24) o restabelecimento do serviço militar obrigatório, encerrado no país desde 2008. A proposta passou por ampla maioria: 84 deputados votaram a favor, 11 se manifestaram contra e 30 se abstiveram.
De acordo com o Ministério da Defesa, a medida busca “preparar a juventude para situações de crise” e reforçar a segurança nacional diante da escalada de tensões na Europa, agravada pela guerra entre Rússia e Ucrânia.
Como funcionará o novo modelo
Conforme a emissora pública HRT, o programa terá duração de dois meses, focado em treinamento básico das Forças Armadas. Os primeiros convocados — jovens nascidos em 2007 — passarão por exames médicos ainda em 2025. Os recrutas receberão salário, e quem se recusar a portar armas poderá optar pelo serviço civil alternativo.
Contexto regional
Membro da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a Croácia vem expandindo investimentos em pessoal e equipamentos militares. A reativação do alistamento acompanha iniciativas semelhantes em outros países europeus desde a invasão russa à Ucrânia:
- Lituânia reintroduziu parcialmente o serviço militar em 2015;
- Suécia retomou o recrutamento obrigatório em 2017;
- Noruega tornou-se o primeiro país europeu a incluir mulheres no serviço militar;
- Bélgica anunciou em abril o aumento de sua reserva de 6,6 mil para 20 mil voluntários;
- Alemanha aprovou em agosto um projeto que incentiva o alistamento voluntário.
A decisão croata soma-se a esse movimento de reforço defensivo em meio ao receio de que o conflito no Leste Europeu ultrapasse fronteiras.
Com informações de Gazeta do Povo