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Maduro diz que Venezuela possui mais de 5 mil mísseis russos Igla-S sob pressão militar dos EUA

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Caracas, 23 out. 2025 – O chefe do regime venezuelano, Nicolás Maduro, declarou que as Forças Armadas do país contam com “mais de cinco mil” mísseis antiaéreos russos Igla-S, armamento que qualificou como “uma das armas mais poderosas que existem”. Segundo ele, o arsenal serve para garantir “a paz, a estabilidade e a tranquilidade” da população.

A afirmação foi feita durante ato oficial do Dia da Resistência Indígena, em 19 de outubro, na capital, e transmitida pela emissora estatal VTV. O pronunciamento ocorre em meio à intensificação das operações militares dos Estados Unidos no Mar do Caribe e à recente autorização do presidente norte-americano, Donald Trump, para que a CIA atue em território venezuelano.

“Qualquer força militar no mundo conhece ou aciona dois Igla-S; na Venezuela temos mais de cinco mil para defender nosso país”, enfatizou Maduro. Ele acrescentou que “equipamentos de simulação” foram instalados para instruir “milhares de operadores Igla-S” distribuídos “na última montanha, no último povoado e na última cidade” venezuelana.

Pressão norte-americana

Washington sustenta que a presença de navios e aeronaves na região tem como objetivo combater o tráfico de drogas que partiria de portos venezuelanos. Trump comunicou ao Congresso que as manobras são parte de uma estratégia de “segurança nacional”.

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos – denominação atual do antigo Departamento de Defesa – informou nesta quarta-feira o oitavo ataque contra embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico. A ação, a primeira no Oceano Pacífico, ocorreu próximo à costa da Colômbia. As incursões fazem parte da operação antidrogas iniciada em águas internacionais do Caribe, nas proximidades da Venezuela.

Maduro e altos oficiais chavistas acusam os EUA de preparar uma “mudança de regime”. Já o governo Trump nega essa intenção e afirma que as operações miram exclusivamente redes criminosas.

As tensões se somam às sanções econômicas impostas por Washington e às restrições diplomáticas aplicadas contra autoridades do regime venezuelano desde 2017.

Com informações de Gazeta do Povo