Washington (EUA) / Beihai (China) – Grace Jin Drexel, filha do pastor chinês Ezra Jin Mingri, pediu que cristãos de todo o mundo intercedam pelos fiéis perseguidos na China e não os esqueçam. A solicitação foi feita durante entrevista exibida no programa “Fox News Sunday”.
O pastor, fundador da Igreja de Sião, foi levado de sua residência em Beihai, província de Guangxi, em 10 de outubro. De acordo com o aviso de detenção obtido pela BBC, ele está mantido na prisão nº 2 de Beihai sob suspeita de “uso ilegal de redes de informação” – acusação que a família classifica como motivada politicamente.
A Igreja de Sião e a repressão recente
Fundada em 2007, a congregação evangélica não denominacional tornou-se uma das maiores igrejas domésticas não registradas do país. Mesmo após ser oficialmente fechada pelas autoridades em 2018, continuou a reunir fiéis on-line; atualmente, cerca de 10 mil pessoas participam dos cultos via Zoom, YouTube e WeChat.
No mesmo período da prisão de Jin, aproximadamente 30 líderes e membros da Igreja de Sião foram detidos ou desapareceram em cidades como Pequim, Xangai e Shenzhen, segundo o The New York Times. Bill Drexel, genro do pastor e pesquisador do Instituto Hudson, avalia que se trata da “mais ampla repressão individual contra uma igreja na China nos últimos 40 anos”.
Apelos por libertação
Grace Jin Drexel, cidadã norte-americana e funcionária do Senado dos EUA, disse acreditar em uma libertação “milagrosa”, mas reconhece a possibilidade de uma longa batalha judicial. Ela pleiteia a soltura “total, incondicional e imediata” do pai e de outras 21 pessoas detidas.
Repercussão internacional
Em 12 de outubro, o senador Marco Rubio divulgou nota condenando as prisões, exigindo a libertação dos líderes religiosos e pedindo ao Partido Comunista Chinês (PCC) que permita o livre culto. Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, declarou não ter informações sobre as detenções e rejeitou “interferência dos EUA em assuntos internos sob o pretexto de questões religiosas”, de acordo com a NPR.
Com informações de Folha Gospel