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Terapia gênica e orações levam americano a superar anemia falciforme após 30 anos de crises

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Estados Unidos – Braxton Hubbard, 32 anos, recebeu diagnóstico de anemia falciforme ao nascer e enfrentou crises de dor desde a infância. Após décadas de internações frequentes e a perda do irmão mais velho para a mesma doença, o norte-americano comemora a remissão completa do quadro depois de um tratamento experimental de terapia gênica iniciado em 2018, acompanhado por uma intensa mobilização de orações de sua comunidade religiosa.

Décadas de sofrimento na família

A enfermidade genética, que deforma os glóbulos vermelhos e impede a distribuição adequada de oxigênio, causava de seis a oito crises ao ano em Braxton. Várias vezes ele precisou de internações em UTI, terapia intravenosa e transfusões sanguíneas. O irmão Brandon, considerado seu “herói”, não resistiu e morreu em 2009, aos 27 anos, fato que abalou profundamente a família.

Linda Hubbard, mãe dos rapazes, recorda que passava longos períodos no hospital com os dois filhos e chegou a enfrentar o abandono do marido durante o processo. “A pior parte era vê-los sentindo dores absurdas e não ter como ajudar”, disse.

Rede de apoio e fé

Com 16 anos à época da morte de Brandon, Braxton se agarrou à fé na igreja local. Lá, conheceu Jim Murdough, que passou a acompanhá-lo em estudos bíblicos e o incentivou a manter a esperança de cura. A congregação organizava vigílias de oração sempre que ele era internado.

Tratamento experimental

Em 2018, médicos apresentaram a Braxton um protocolo de terapia gênica que substitui o gene defeituoso responsável pela produção da hemoglobina. O processo durou um ano, exigiu internações prolongadas e resultou na perda de 18 quilos, mas os exames finais indicaram sucesso: os glóbulos vermelhos voltaram ao formato normal e as crises cessaram.

Desde então, Braxton não apresenta sintomas da doença. Atualmente cursa faculdade e planeja ajudar outros pacientes com anemia falciforme por meio de seu testemunho. “Deus fez algo tremendo na minha vida. Agora vivo cada dia agradecendo”, afirmou.

Murdough segue orientando o jovem e acredita que ele poderá alertar famílias sobre os efeitos da doença e, ao mesmo tempo, compartilhar relatos de fé. Linda Hubbard comemora: “Queria que meu outro filho também tivesse tido acesso à terapia gênica. Sou grata a Deus todos os dias por Braxton”.

Com informações de Guiame