Grupos armados da Faixa de Gaza libertaram nesta segunda-feira, 13 de outubro de 2025, os 20 últimos reféns israelenses que permaneciam vivos após dois anos de cativeiro. A entrega dos sequestrados foi resultado de um acordo de cessar-fogo negociado pelo então governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump.
Os ex-reféns desembarcaram na base militar de Re’im, no sul de Israel, onde receberam os primeiros atendimentos de equipes médicas e de soldados. Entre os libertados estão Matan Angrest, Eitan Mor e Ziv Berman, fotografados conversando com representantes das Forças de Defesa de Israel (FDI) logo após a chegada.
Em Tel Aviv, milhares de pessoas se reuniram na Praça dos Reféns para acompanhar em telões o momento da libertação. Imagens mostram familiares e simpatizantes celebrando com bandeiras e cartazes enquanto aguardavam notícias.
O acordo prevê ainda a libertação, ao longo do dia, de cerca de 2.000 prisioneiros palestinos detidos em Israel. A troca faz parte de um cessar-fogo mais amplo entre Israel e o Hamas, que deve ser mantido enquanto as etapas do entendimento forem cumpridas.
No hospital Shiba, em Ramat Gan, perto de Tel Aviv, ambulâncias e equipes de saúde estavam de prontidão para receber os libertados para exames médicos completos. As autoridades israelenses divulgaram que todos serão submetidos a avaliação física e psicológica antes de reencontrar as famílias.
Com a liberação do último grupo, encerra-se o capítulo de sequestros iniciados no confronto de 2023 entre Israel e Hamas. O governo israelense afirma, porém, que seguirá monitorando a situação de segurança na região enquanto o cessar-fogo permanecer em vigor.
Com informações de Gazeta do Povo