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Kremlin alerta para risco “dramático” caso EUA enviem mísseis Tomahawk a Kiev

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Moscou – O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou neste domingo (12) que a Rússia vê com “extrema preocupação” a possibilidade de os Estados Unidos fornecerem mísseis de cruzeiro Tomahawk à Ucrânia. Em entrevista à emissora estatal russa conduzida pelo jornalista Pavel Zarubin, Peskov declarou que a guerra entrou em “momento muito dramático”, marcado por escaladas de todos os lados.

Washington sinaliza envio se conflito não for encerrado

No mesmo dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse a repórteres a bordo do Air Force One, pouco antes de viajar para Israel, que pode autorizar o envio dos Tomahawks caso Moscou não apresente solução rápida para a guerra. “Se esta guerra não for resolvida, vou mandar Tomahawks para eles. É uma arma incrível, muito ofensiva. Honestamente, a Rússia não precisa disso”, declarou.

Alcance capaz de atingir a capital russa

Com alcance aproximado de 2.500 quilômetros, os Tomahawks permitiriam à Ucrânia lançar ataques profundos no território russo, inclusive contra Moscou. Conforme levantamento do Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA, versões mais antigas do míssil podem transportar ogivas nucleares.

Peskov ressaltou que qualquer lançamento contra a Rússia exigiria que Moscou considerasse essa capacidade nuclear. “Imagine: um míssil de longo alcance é disparado e sabemos que pode ser nuclear. O que a Federação Russa deve pensar? Como deve reagir? Especialistas militares estrangeiros precisam entender isso”, alertou.

Advertência anterior de Putin

Em 5 de outubro, o presidente russo, Vladimir Putin, já havia advertido que o fornecimento dos Tomahawks destruiria as relações entre Moscou e Washington.

Suporte de inteligência dos EUA

Também neste domingo, o Financial Times publicou que, há meses, a Ucrânia recebe ajuda de inteligência norte-americana para planejar ataques de longo alcance contra instalações energéticas russas. O apoio inclui definição de rotas, altitude, cronograma e objetivos das missões, ajudando drones ucranianos a contornar as defesas aéreas da Rússia.

A posição oficial do Kremlin reforça a tensão diplomática entre as potências, enquanto Kiev busca armamento de maior alcance para pressionar Moscou no campo de batalha.

Com informações de Gazeta do Povo