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Unicef aponta 28,8 milhões de crianças brasileiras na pobreza; líder presbiteriano cobra ação prática das igrejas

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No Dia das Crianças, celebrado nesta quinta-feira (12), o número de meninos e meninas sem acesso a condições básicas de vida continua alarmante. De acordo com o estudo Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil, divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em janeiro, 28,8 milhões de crianças e adolescentes vivem em situação de pobreza no país. Dentro desse universo, 3,3 milhões têm até seis anos e enfrentam a extrema pobreza.

Os dados reforçam que a privação de renda, educação, saneamento, moradia, informação e proteção ainda afeta grande parte da população infantil brasileira, mesmo quatro anos após a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que estabelecem metas para erradicar a pobreza até 2030.

“Evangelho não é só discurso”, diz pastor

Para o pastor Ricardo Costa, líder da Comunidade Presbiteriana Vinhedo, mestre em Missiologia, diretor de Treinamento da MPC Brasil e coordenador da Escola de Jesus, o cenário exige mais que pronunciamentos. “Pregar apenas com palavras não é suficiente”, afirma. Segundo ele, atos concretos de misericórdia devem fazer parte da rotina das igrejas conforme as necessidades locais.

O religioso acrescenta que cada pessoa deve colocar seus talentos a serviço dos mais vulneráveis, especialmente das crianças. “Profissionais cristãos ou não podem ser convidados para ações sociais, como atendimentos de saúde ou serviços de higiene, desde que haja alinhamento com o propósito de atender quem precisa”, explica.

Referências bíblicas reforçam cuidado com a infância

Costa recorda que a Bíblia atribui lugar de destaque aos pequenos. Textos como Marcos 9:36-37, Salmos 139:13, Deuteronômio 6:6-7 e Provérbios 22:6 são citados para justificar a responsabilidade de ensinar, proteger e tratar as crianças com dignidade. Para o pastor, ignorar essa orientação representa negligenciar um princípio espiritual central.

Além de defender a assistência direta, o líder presbiteriano menciona que a transmissão de valores, o desenvolvimento do caráter e a garantia de oportunidades devem caminhar juntos no combate à pobreza infantil.

Mesmo com mobilizações já existentes, o Unicef e lideranças religiosas alertam que o desafio de retirar milhões de crianças da pobreza permanece urgente e requer engajamento de toda a sociedade.

Com informações de Folha Gospel