A Justiça da Itália revogou as duas medidas cautelares que restringiam o perito brasileiro Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão foi anunciada em 11 de outubro de 2025, após audiência realizada no país.
Até então, Tagliaferro estava com o passaporte apreendido e proibido de deixar Torano Castello, cidade onde reside. Com a revogação, ele poderá circular livremente em território italiano, mas permanece impedido de sair do país.
A informação foi divulgada pelo advogado de defesa, Eduardo Kuntz, em vídeo publicado nas redes sociais. Segundo o defensor, a decisão representa “o primeiro passo” para comprovar que o pedido de extradição feito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seria, na visão da defesa, indevido e motivado por perseguição política.
O processo de extradição ainda segue em análise. A estratégia de Tagliaferro inclui apresentar documentos que, segundo ele, demonstrariam abuso de autoridade por parte de Moraes. O ministro determinou a extradição em agosto, no âmbito de inquérito que apura suposta violação de sigilo funcional.
Tagliaferro ganhou projeção ao divulgar à imprensa capturas de tela de conversas internas de um grupo de trabalho do TSE. Ele alega que as mensagens mostram solicitações de diligências que não teriam sido registradas nos autos e indicariam investigações direcionadas contra políticos de direita.
O gabinete de Alexandre de Moraes sustenta que todos os procedimentos ocorreram dentro da legalidade e que as ações investigativas estão devidamente documentadas.
Com informações de Gazeta do Povo