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Jurista acusa Moraes de ilegalidade ao substituir defesa de ex-assessores de Bolsonaro

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O advogado e professor de Direito Constitucional André Marsiglia afirmou, nesta sexta-feira (10), que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes cometeu ilegalidade ao dispensar os advogados de Filipe Martins e Marcelo Câmara, ambos ex-assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro, e nomear a Defensoria Pública para representá-los.

Argumentos do jurista

Marsiglia sustenta que o Artigo 265 do Código de Processo Penal permite a destituição de defensores apenas em caso de abandono do processo. Segundo ele, esse requisito não se aplica porque:

  • não houve abandono nem perda de prazo nas alegações finais;
  • os advogados pediram dilação de prazo alegando fatos novos e necessidade de produção de provas;
  • mesmo em caso de abandono, o réu deve ser intimado a indicar novo defensor de confiança antes da nomeação de um defensor público.

Ao escolher diretamente a Defensoria Pública, argumenta o jurista, Moraes teria violado o direito de escolha do advogado e o princípio da ampla defesa.

Marsiglia também criticou o que classificou como “escolha unilateral” do ministro, afirmando que cabe ao réu — e não ao magistrado — determinar quem o representará em juízo.

Com informações de Pleno.News