A decisão do ministro Luís Roberto Barroso de se aposentar antes do prazo legal do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciada na noite de 9 de outubro de 2025, desencadeou uma série de manifestações de parlamentares de direita nas redes sociais.
Críticas de deputados do PL
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou no X (antigo Twitter) que Barroso “ficará marcado pelo avanço de decisões autoritárias” durante sua passagem pela Corte.
Também pelo X, o colega de bancada Bibo Nunes (PL-RS) classificou a saída como um “autoimpeachment”, sustentando que o ministro teria se adiantado a um eventual pedido de impedimento no Congresso.
Leituras políticas e acusações
No Instagram, o deputado Zé Trovão (PL-SC) interpretou a renúncia como estratégia do governo Lula para impedir que um futuro governo de direita faça indicações ao STF.
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) chamou o fim da carreira do magistrado de “simbólico” e o acusou de deixar “milhares de presos políticos” no Brasil.
Repercussões no União Brasil
A deputada Rosangela Moro (União-SP) lembrou o voto de Barroso no chamado Tema 1234, que definiu critérios para acesso a tratamentos de doenças raras, e criticou as condenações relativas aos atos de 8 de janeiro de 2023.
O ex-deputado Douglas Garcia (União-SP) ironizou ao dizer que o ministro “escapará impune” e se tornará símbolo de um “judiciário partidário”.
Especulações sobre a próxima indicação
O ex-deputado e vice-prefeito de Curitiba Paulo Eduardo Martins (Novo-PR) afirmou que, diante do clima político, o presidente Lula poderia indicar nomes ligados à esquerda, citando Jones Manoel ou Mauro Iasi.
Já o vereador curitibano Rodrigo Marcial (Novo-PR) publicou vídeo com o momento do anúncio, comentando: “cai o primeiro deus da democracia”.
Única voz de agradecimento
Em sentido oposto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), elogiou Barroso. Segundo ele, o ministro atuou “com maestria e equilíbrio na defesa da Constituição e da democracia” e “fará falta” ao STF.
Com a aposentadoria de Barroso, o presidente da República ganha o direito de indicar um novo nome para a mais alta Corte do país, escolha que dependerá de aprovação do Senado.
Com informações de Gazeta do Povo