O presidente russo Vladimir Putin admitiu publicamente, nesta quinta-feira (9), que a defesa aérea de Moscou abateu um Embraer E-190 da Azerbaijan Airlines no Cazaquistão, na noite de 24 de dezembro do ano passado. O acidente deixou 38 mortos e 29 feridos entre as 67 pessoas a bordo.
De acordo com Putin, os mísseis russos foram lançados para interceptar drones ucranianos que teriam invadido o espaço aéreo da Rússia. O líder do Kremlin afirmou que fragmentos desses drones acabaram atingindo a aeronave civil. “Tudo o que for necessário em termos de compensação será feito pelo lado russo”, declarou, durante encontro com chefes de antigas repúblicas soviéticas em Duchambé, capital do Tadjiquistão.
O voo partira de Baku, capital do Azerbaijão, com destino a Grozny, na Chechênia, e caiu nas proximidades da cidade litorânea de Aktau, no oeste cazaque. Entre as vítimas, estavam passageiros e tripulantes de diferentes nacionalidades.
Putin acrescentou que uma investigação jurídica será conduzida “para identificar as verdadeiras causas” do desastre aéreo. Em 2024, o presidente russo já havia se referido ao episódio como um “trágico acidente” e apresentado um raro pedido de desculpas, mas esta é a primeira vez que reconhece a responsabilidade direta das forças russas.
Com informações de Gazeta do Povo