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Planalto corre contra o relógio para manter MP da Taxação e culpa Tarcísio por resistência no Congresso

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu ministros e líderes governistas na tarde desta quarta-feira (8) para tentar evitar que a Medida Provisória 1.303/25, conhecida como “MP da Taxação”, perca a validade às 23h59.

Editada em junho, a MP eleva tributos para compensar o recuo do decreto de maio sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O texto, relatado pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP), foi aprovado na comissão mista na terça-feira (7) por 13 votos a 12, após diversas concessões que reduziram a previsão de arrecadação de R$ 35 bilhões para R$ 17 bilhões.

Para avançar no Plenário da Câmara, são necessários 257 votos. Segundo articuladores do governo, a contagem estaria ameaçada por uma atuação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em parceria com os presidentes do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e do União Brasil, Antonio Rueda.

“O governador de São Paulo está pressionando deputados. Ele, o Ciro Nogueira e o Rueda estão fazendo política em vez de permitir que o governo funcione”, afirmou Zarattini à GloboNews. Tarcísio negou envolvimento e disse estar “focado nos problemas de São Paulo”.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), acrescentou que parlamentares da bancada do agro, além de PP, União Brasil e Republicanos, teriam rompido acordo firmado durante as negociações. PP e União formaram uma federação partidária e pediram que filiados entregassem cargos no Executivo, mas os ministros André Fufuca (Esportes) e Celso Sabino (Turismo) resistem em deixar as pastas.

Se a MP caducar, Zarattini afirmou que o Palácio do Planalto poderá adotar decretos para definir alíquotas de tributos como IPI e IOF. “Há várias possibilidades que não dependem de lei”, reforçou.

Participaram da reunião no Palácio do Planalto os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além dos líderes Jaques Wagner (Senado), José Guimarães (Câmara) e Randolfe Rodrigues (Congresso).

Com informações de Gazeta do Povo