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Washington vê chances inéditas para libertação de reféns em Gaza, afirma secretário de Estado

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou neste domingo (05/10/2025) que a Casa Branca está “muito otimista” com as negociações que buscam libertar todos os 48 reféns mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza e encerrar a guerra entre Israel e o grupo islâmico.

Em entrevista à emissora NBC, Rubio ressaltou que as conversas indiretas entre representantes israelenses e o Hamas começam nesta segunda-feira (6) no Cairo, Egito, como parte da primeira fase do plano de 20 pontos apresentado pelo presidente Donald Trump. “Ainda há muito trabalho a ser feito”, alertou o chefe da diplomacia norte-americana.

Questionado sobre a possibilidade de libertação dos reféns ainda nesta semana, Rubio evitou fixar prazo, mas disse esperar que a entrega ocorra “o mais breve possível”. À ABC News, o secretário lembrou que esta é “a situação mais próxima” de um acordo total pela libertação dos sequestrados, entre eles 28 já declarados mortos.

Estrutura do acordo

Pela proposta aceita por Israel, a etapa inicial prevê a troca de todos os reféns — vivos ou mortos — por prisioneiros palestinos. Na sequência, seria declarada trégua imediata na Faixa de Gaza, onde a guerra iniciada há quase dois anos já causou mais de 66 mil mortes, segundo dados locais.

O plano também inclui:

  • formação de um governo de transição para Gaza, supervisionado por Donald Trump e pelo ex-premiê britânico Tony Blair;
  • discussão futura sobre a criação de um Estado palestino, ponto rejeitado pelo governo israelense.

O Hamas afirma aceitar a libertação de todos os reféns, mas condiciona a troca a “garantias no terreno” e à possibilidade de renegociar certos itens da proposta.

Próximos passos

A Casa Branca confirmou o envio do emissário especial Steve Witkoff ao Cairo para avançar nas tratativas antes da implementação do plano. No sábado (4), Trump anunciou que Israel concordou com uma linha inicial de retirada dentro de Gaza e pediu ao Hamas que aprove o acordo.

Rubio frisou que, antes da retirada israelense, é preciso definir quem administrará o território: “Eles precisam ter a quem entregar o controle. Não se cria um novo governo em Gaza em 72 horas”, afirmou.

Com informações de Gazeta do Povo