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Estudo indica economia de R$ 15 bilhões após reforma trabalhista, mas alerta para perda de fôlego

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Brasília — A reforma trabalhista aprovada em 2017 gerou uma economia acumulada de aproximadamente R$ 15 bilhões ao país entre 2022 e 2024, aponta levantamento divulgado nesta sexta-feira (3) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo o estudo, o principal fator para a redução de custos foi a queda no número de novos processos trabalhistas. O ritmo de ganhos, porém, vem diminuindo.

Economia ano a ano

• 2022: R$ 8 bilhões

• 2023: R$ 6 bilhões

• 2024: R$ 699 milhões

“Nosso volume de processos em 2024 foi de 9.961 por milhão de habitantes, enquanto a média da OCDE é de 3.486. Essa diferença mostra o quanto os litígios ainda pressionam a economia”, afirmou Rogério Caiuby, conselheiro executivo do MBC.

Judicialização volta a crescer

O total de novas ações trabalhistas havia recuado de 2,76 milhões em 2016 para 1,65 milhão em 2022, mas subiu para 2,1 milhões em 2024. As entidades atribuem a reversão ao aumento da judicialização, impulsionado por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que flexibilizaram a cobrança de custas e honorários de reclamantes beneficiados pela justiça gratuita.

Para Alexandre Furlan, presidente do Conselho de Relações do Trabalho e Desenvolvimento Social da CNI, a reforma “reduziu a burocracia e trouxe maior clareza às relações de trabalho, criando um ambiente de negócios mais competitivo”. Ele aponta, entretanto, o avanço da “litigância predatória” — ações em massa com petições padronizadas — como fator que sobrecarrega o Judiciário.

Impacto setorial

O relatório destaca quedas expressivas em duas frentes:

• Terceirização: após o fim da distinção entre atividade-fim e atividade-meio, os processos sobre o tema recuaram 99% entre 2017 e 2024.

• Negociado sobre o legislado: as disputas caíram de 25 mil em 2018 para pouco mais de 1,5 mil em 2024.

Projeção até 2027

Se o país retomar a tendência de redução de litígios observada logo após a reforma, a economia potencial pode chegar a R$ 10,9 bilhões em 2027, estimam os autores do estudo. “Cada passo atrás na modernização das leis representa custo direto para a sociedade, refletindo em menos investimentos e empregos”, concluiu Caiuby.

Com informações de Gazeta do Povo