O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, abriu os pronunciamentos da 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira (26). Em sua fala, o líder israelense reafirmou o compromisso de “neutralizar” o programa nuclear do Irã, reiterou ameaças contra grupos financiados por Teerã — com destaque para o Hamas — e ressaltou o apoio que tem recebido do ex-presidente norte-americano Donald Trump.
Netanyahu lembrou as operações conjuntas realizadas por Israel e Estados Unidos em junho, quando instalações nucleares iranianas foram alvo de ataques. Ele citou ainda ações militares, desde o início da guerra, contra facções aliadas a Teerã em diferentes pontos do Oriente Médio.
“No ano passado, massacramos os Houthis; esmagamos a máquina terrorista do Hamas; paralisamos o Hezbollah, eliminando a maioria de seus líderes e grande parte de seu arsenal”, afirmou, diante dos delegados reunidos em Nova York.
Gaza no foco
O premiê declarou que as forças israelenses concentram-se agora na Cidade de Gaza, descrita como o “último reduto” do Hamas. Segundo ele, o objetivo é encerrar rapidamente a ofensiva, derrotar totalmente o grupo e libertar os reféns ainda retidos.
Para atingir esses fins, Netanyahu enviou um recado direto ao Hamas. Ele disse que o discurso era transmitido ao vivo para telefones celulares na Faixa de Gaza, a fim de alcançar combatentes e sequestradores. “Deponham as armas, libertem meu povo. Enquanto isso não acontecer, vamos caçar vocês”, declarou.
Recordação do 7 de outubro
O chefe de governo israelense também acusou parte da comunidade internacional de “esquecer” o ataque de 7 de outubro de 2024, quando militantes do Hamas mataram 1.200 pessoas — entre elas 40 norte-americanos e cidadãos de dezenas de países. “Israel se lembra do 7 de outubro”, enfatizou.
Por fim, Netanyahu reiterou que a campanha militar só terminará após a eliminação completa da capacidade de ataque do Hamas e a libertação de todos os reféns.
Com informações de Gazeta do Povo