O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (24) que estuda processar a rede ABC depois que a emissora recolocou Jimmy Kimmel na grade de programação. O apresentador voltou na noite de terça-feira (23) ao comando do “Jimmy Kimmel Live!” uma semana após ser afastado por comentários a respeito do assassinato do ativista conservador Charlie Kirk.
Em sua plataforma Truth Social, Trump classificou a decisão da emissora como uma “contribuição ilegal” ao Partido Democrata e disse que pretende “colocar a ABC à prova”. O republicano lembrou que a rede televisiva já lhe pagou US$ 16 milhões em um processo de difamação no passado.
“Não consigo acreditar que a ABC Fake News devolveu o emprego a Jimmy Kimmel. A audiência dele sumiu e o ‘talento’ nunca existiu”, escreveu o presidente.
Kimmel foi suspenso após insinuar que Tyler Robinson, de 22 anos — acusado de atirar em Kirk em 10 de setembro durante um evento universitário em Utah — seria simpatizante do Partido Republicano. No programa exibido antes da suspensão, o humorista afirmou que o movimento Make America Great Again (MAGA) tentava “rotular o assassino como qualquer coisa, menos um deles”.
No retorno desta terça, o apresentador pediu desculpas pelo comentário e voltou a criticar Trump, dizendo que o presidente “não aguenta piadas” e estaria prejudicando a liberdade de expressão no país.
Trump, por sua vez, reiterou que a emissora teria comunicado à Casa Branca que o programa estava cancelado. “Algo aconteceu entre aquele momento e agora”, disse ele, sugerindo motivações políticas por trás da retomada da atração.
Até o momento, a ABC não se manifestou publicamente sobre a possibilidade de um novo processo.
Com informações de Gazeta do Povo