Deputados de oposição anunciaram nesta terça-feira, 23 de setembro de 2025, que apresentarão recurso à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados contra a decisão que barrou a indicação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a liderança da Minoria.
A negativa partiu do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e foi publicada no Diário Oficial da Câmara na mesma data. No despacho, Motta afirmou que o exercício do mandato exige presença física e que o parlamentar está ausente dos trabalhos desde março, quando viajou aos Estados Unidos. A licença solicitada por Eduardo expirou em julho, acumulando faltas que poderão resultar em perda de mandato.
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, disse que não abrirá mão da indicação. Segundo ele, a escolha havia sido alinhada previamente com Motta. “Era meu direito; depois sofreu pressão externa. Vou recorrer à Mesa”, declarou.
No entendimento da Presidência, a função de líder requer participação presencial em votações e debates, e o registro remoto só é permitido em missões temporárias autorizadas e comunicadas, condição que não se aplica ao caso.
Eduardo Bolsonaro justificou a permanência nos Estados Unidos alegando busca de apoio para sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal por supostos ataques à liberdade de expressão. A viagem ocorre enquanto seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Com o veto, a deputada Caroline de Toni (PL-SC), que ocupava a liderança, passa a exercer a vice-liderança presencialmente durante a ausência de Eduardo. Entre os que prometem apoiar o recurso estão parlamentares como Luciano Zucco (PL-RS).
O recurso deverá ser protocolado nos próximos dias, mantendo o impasse sobre a liderança da Minoria na Câmara.
Com informações de Gazeta do Povo