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Valdemar afirma que Bolsonaro ainda não definiu candidato e descarta duelo com Eduardo em 2026

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declarou que o ex-presidente Jair Bolsonaro continua a defender sua própria candidatura ao Planalto e não confirma apoio ao governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) para 2026.

Segundo Valdemar, Bolsonaro é “imprevisível” nas escolhas políticas. Ele lembrou que a indicação de Tarcísio ao governo de São Paulo surpreendeu aliados e citou que o ex-chefe do Executivo já mencionou outros nomes, como Ratinho Jr. (PSD-PR), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil).

“Vai querer matar o pai de vez?”

O dirigente descartou um eventual confronto entre Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). “Não acredito que ele brigue com o pai. Vai ajudar a matar o pai de vez?”, ironizou, ao negar que o filho cogite disputar o Palácio do Planalto por outra legenda.

Valdemar destacou que a definição partidária precisa ocorrer até abril, prazo final para filiações. “Ele [Bolsonaro] precisa ter confiança de que vou fazer o que ele quer”, disse.

Anistia e elegibilidade

O dirigente voltou a defender a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e afirmou que a prioridade do PL é garantir a elegibilidade de Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar após condenação a 27 anos de prisão. “Queremos o Bolsonaro livre. O partido quer isso”, afirmou.

Valdemar disse que a sigla não aceitará apenas a redução de penas, proposta pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e que concentrará a pressão no Senado. “Temos número para parar o Senado”, declarou.

Críticas a Lula e ao STF

Ao comentar política externa, Valdemar afirmou que o governo Lula erra ao se afastar dos Estados Unidos e sugeriu que o petista deveria buscar apoio do ex-presidente americano Donald Trump. Sobre o Supremo Tribunal Federal, disse que a Corte “tem apoio do governo” e que “isso é o que mata a gente”.

Nomes de peso no PL

O presidente do partido citou ainda possíveis quadros para reforçar a campanha: os filhos do ex-presidente Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). “Ele virou um problema para mim. Todo mundo quer que ele vá em todo lugar”, comentou sobre Nikolas.

Valdemar também explicou orientação recente de Bolsonaro ao filho Eduardo para evitar ataques ao ministro Gilmar Mendes, do STF. “Ele tem boa impressão do Gilmar”, afirmou.

Apesar das incertezas, o dirigente mantém a aposta no protagonismo de Bolsonaro nas eleições de 2026. “Se acontecer [de ele não participar], vamos para o segundo turno e ganhamos a eleição”, concluiu.

Com informações de Direita Online