Brasília — A Executiva Nacional do União Brasil deu nesta quinta-feira, 18 de setembro de 2025, um prazo de 24 horas para que todos os filiados deixem cargos de livre nomeação no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Quem descumprir a determinação poderá ser expulso por infidelidade partidária.
Segundo a legenda, a resolução vale para postos na administração pública federal direta ou indireta. Atualmente, o União Brasil comanda o Ministério do Turismo, chefiado por Celso Sabino (União-PA), e ocupa outras funções estratégicas. Também são tidas como indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), as nomeações dos ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional, PDT) e Frederico Siqueira (Comunicações).
Nota rebate denúncias
O partido divulgou nota em defesa do presidente da sigla, Antonio Rueda, após reportagens do Instituto Conhecimento Liberta (ICL) e do portal UOL apontarem suposta ligação de Rueda a uma empresa de aviação que teria sido utilizada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). O dirigente nega qualquer envolvimento.
No comunicado, o União Brasil classifica as acusações como “infundadas, prematuras e superficiais” e afirma que as publicações surgem pouco depois de a cúpula determinar o afastamento dos filiados dos cargos federais, o que, na visão do partido, indicaria uso político da máquina pública para fragilizá-lo.
Federação já havia decidido desembarque
Em agosto, União Brasil e PP formalizaram a Federação União Progressista, que definiu a saída oficial do bloco da base de apoio ao governo Lula. O PP, embora integrante da federação, ainda mantém André Fufuca à frente do Ministério do Esporte.
A resolução aprovada nesta quinta-feira reforça o rompimento: filiados que não apresentarem a exoneração dentro de 24 horas serão enquadrados por infidelidade partidária, o que pode resultar na perda de direitos partidários e até na expulsão.
Com informações de Gazeta do Povo