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Lula chama promessa de indulto a Bolsonaro de “precipitada” e rebate acusação de perseguição do STF

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Em entrevista à BBC na quarta-feira, 17 de setembro de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, sem citar nomes, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e outros políticos de direita que prometem conceder indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) caso conquistem o Palácio do Planalto em 2026.

“Faltam 13 meses para as eleições e já tem gente dizendo que, se for eleito, vai dar indulto”, afirmou Lula, numa referência direta à declaração de Tarcísio de que perdoaria Bolsonaro como primeiro ato de governo.

Para o presidente, o debate sobre anistia ou perdão é “precipitado” e deve aguardar a conclusão dos processos em curso. “Não há por que essa pressa toda. Vamos ver qual é o comportamento do Congresso Nacional”, completou.

Lula também comentou a articulação no Legislativo para aprovar uma anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele se afastou do tema, dizendo que a decisão cabe ao Congresso e, eventualmente, ao Judiciário. “O presidente da República não tem que se meter nisso. É um problema deles”, declarou, lembrando que ainda há investigados e ações judiciais em andamento.

Questionado sobre um possível novo enfrentamento com Bolsonaro nas eleições de 2026, Lula disse não temer o embate e recordou a vitória de 2022, quando, segundo ele, o então presidente utilizou recursos públicos na tentativa de se reeleger. O petista citou ainda operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que teriam dificultado o acesso de eleitores às urnas no segundo turno.

Lula rejeitou a acusação de que Bolsonaro seja alvo de perseguição política por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a atuação independente da Justiça. Para ilustrar, afirmou que, se o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump tivesse promovido no Brasil o mesmo episódio ocorrido no Capitólio, também seria julgado. “No Brasil, a Justiça funciona”, afirmou, acrescentando que o país é visto internacionalmente como exemplo de estabilidade democrática.

Com informações de Gazeta do Povo