Brasília — 14/09/2025. O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, declarou neste domingo (14) que pretende permitir a assinatura de acordos de delação premiada diretamente entre o colegiado e os investigados no esquema de descontos associativos.
Em entrevista à CNN Brasil, Viana informou que já discutiu a ideia com o relator e que aprofundará o tema na reunião desta segunda-feira (15). Pela legislação atual, apenas o Ministério Público pode formalizar esse tipo de acordo, mas o parlamentar quer uma “delação conjunta”, envolvendo Polícia Federal, Supremo Tribunal Federal (STF) e a própria CPMI.
Objetivo é ampliar acesso a informações
Para Viana, ex-ministros e gestores citados têm mais elementos a revelar sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social. “Essas pessoas sabem e têm mais a informar”, afirmou, mencionando os ex-ministros Carlos Lupi e Márcio Oliveira, que, segundo ele, alegaram desconhecimento das irregularidades.
Medidas já adotadas pela comissão
Desde o início dos trabalhos, a CPMI solicitou ao ministro André Mendonça, do STF, a prisão preventiva de 21 suspeitos, requisitou registros de acesso a órgãos públicos e aprovou a quebra de sigilos de entidades associativas e empresas investigadas.
Depoimentos desta semana
O primeiro a ser ouvido deve ser Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, preso na sexta-feira (12). Mesmo após Mendonça autorizar sua ausência, a defesa informou que ele comparecerá nesta segunda-feira (15). A CPMI acertou um esquema de segurança com a Polícia Legislativa e a Polícia Federal.
Outro depoimento previsto é o do empresário Maurício Camisotti, também detido na mesma operação. Ele recebeu idêntico direito de não ir à comissão, mas a oitiva segue agendada para quinta-feira (18). A CPMI negocia ainda a presença de outras testemunhas.
Com informações de Gazeta do Povo