Home / Política / Direita celebra voto de Fux que questiona competência do STF no caso Bolsonaro

Direita celebra voto de Fux que questiona competência do STF no caso Bolsonaro

ocrente 1757516357
Spread the love

Parlamentares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro comemoraram o voto proferido pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a sessão da Primeira Turma realizada em 10 de setembro de 2025. O magistrado divergiu do relator, ministro Alexandre de Moraes, ao sustentar que a Turma não tem competência para julgar Bolsonaro e outros oito réus por suposta tentativa de golpe de Estado relacionada às manifestações de 8 de janeiro de 2023, uma vez que nenhum deles detinha foro privilegiado no momento da denúncia.

Nas redes sociais, o pastor Silas Malafaia qualificou o posicionamento de Fux como um “voto arrasador” e afirmou que o processo deveria ser anulado “porque mudou a jurisprudência quando já tinha iniciado”. Para ele, trata-se de “julgamento de pura perseguição política”.

O ex-ministro Fábio Wajngarten declarou que o ministro “evidenciou o óbvio” ao expor, segundo ele, uma perseguição política contra Bolsonaro. “O papel do bom julgador é a isenção acima de tudo, independência acima de todos”, escreveu.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que Fux “desmontou a narrativa” do relator ao apontar falhas no devido processo legal. “Bolsonaro não teve acesso a todas as provas, não teve tempo hábil e foi julgado na instância errada”, afirmou. O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) também declarou que o ministro “escancarou a perseguição” contra o ex-presidente.

Líder da oposição na Câmara, o deputado Luciano Zucco (PL-RS) elogiou o “caráter técnico” do voto e ressaltou que Fux “é a voz jurídica” que apontou nulidade por incompetência da Primeira Turma. Em nota, o Partido Liberal (PL) considerou que o ministro demonstrou imparcialidade ao defender a anulação de todos os atos processuais.

Até o momento, o placar no colegiado está em 2 a 0 pela condenação — votos de Alexandre de Moraes e Flávio Dino — restando ainda as manifestações da ministra Cármen Lúcia e do ministro Cristiano Zanin. O julgamento pode levar à condenação de Jair Bolsonaro e de outros sete acusados.

Com informações de Gazeta do Povo