No último domingo, 7 de setembro de 2025, um eclipse lunar total transformou o satélite natural em um disco avermelhado por 80 minutos, configurando o evento mais longo desse tipo no ano. A Lua de Sangue atingiu o ápice às 15h (horário de Brasília), segundo o Observatório Nacional.
De acordo com a NASA, o tom vermelho ocorre porque a atmosfera terrestre dispersa as cores de comprimentos de onda mais curtos, como azul e violeta, enquanto permite a passagem de ondas mais longas, como vermelho e laranja. Quando a luz filtrada alcança a superfície lunar, o satélite ganha a coloração característica.
Visibilidade
Moradores da Europa, África, leste da Austrália, Nova Zelândia e parte do Oriente puderam acompanhar o fenômeno a olho nu. No Brasil, a observação só foi possível por transmissão ao vivo realizada no canal do Observatório Nacional no YouTube.
Registros fotográficos
Fotógrafos aproveitaram o céu limpo em diversos pontos do planeta para registrar a Lua de Sangue. Entre as imagens divulgadas estão:
- A Lua tingida de vermelho sobre Tóquio, Japão;
- O eclipse visto em Genebra, Suíça;
- O evento capturado no céu de Nairóbi, Quênia;
- Novas fotos em Tóquio destacando o contraste com prédios iluminados;
- A Lua eclipsada sobre Praga, República Tcheca.
Especialistas explicam que a duração do eclipse depende do grau de alinhamento entre Sol, Terra e Lua: quanto mais preciso o alinhamento, mais tempo o satélite permanece completamente na sombra terrestre.
Imagem: Maria Carolina Antiassi Saldanha
O próximo eclipse lunar total está previsto para 2026, mas não deve superar o tempo de duração do fenômeno deste ano.
Com informações de Gazeta do Povo