07 de setembro de 2025 — O maior bombardeio russo contra a Ucrânia desde o início da guerra, que incluiu mais de 800 drones e atingiu pela primeira vez a sede do governo em Kiev, provocou condenação de diversas lideranças mundiais e reforçou apelos por sanções adicionais a Moscou.
Reação europeia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que o ataque “zomba da diplomacia, pisoteia o direito internacional e mata indiscriminadamente”. Em publicação nas redes sociais, ela prometeu intensificar sanções contra a Rússia e ampliar o apoio militar à Ucrânia. “A matança deve ser interrompida”, afirmou.
O presidente francês, Emmanuel Macron, acusou Moscou de aprofundar “a lógica da guerra e do terror” ao atingir áreas residenciais e prédios governamentais. Já o presidente do Conselho Europeu, António Costa, qualificou como “versão de paz de Putin” a estratégia de falar em cessar-fogo enquanto aumentam os bombardeios. Ambos defenderam a continuidade da ajuda militar a Kiev.
Apelo de Zelensky
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou a ofensiva como “crime consciente e extensão da guerra”. Ele cobrou novos pacotes de sanções dos Estados Unidos e pediu a rápida implementação dos acordos de segurança firmados recentemente em Paris, inclusive o reforço da defesa aérea ucraniana.
Detalhes do ataque
Além da capital, as forças russas lançaram mísseis e drones contra Odessa, Zaporizhzhya, Kremenchuk, Krivoy Rog e Dnipropetrovsk. De acordo com autoridades ucranianas:
Imagem: Agência Efe
- Foram empregados 9 mísseis de cruzeiro Iskander-K, 4 mísseis balísticos Iskander-M/KN-23 e 810 drones Shahed.
- A Força Aérea derrubou 747 drones e 4 mísseis de cruzeiro.
- Mesmo assim, 54 drones e 9 mísseis atingiram seus alvos, causando mortos e feridos ainda não contabilizados oficialmente.
- Em Odessa, três pessoas ficaram feridas e um ginásio esportivo foi danificado.
- Em Krivoy Rog e Dnipropetrovsk, quatro feridos e danos a prédios administrativos e empresas.
- Parte de Kremenchuk ficou sem energia elétrica.
Autoridades ucranianas informaram que continuam avaliando os estragos e que as operações de busca e resgate prosseguem nas áreas atingidas.
Com informações de Gazeta do Povo