A Rússia executou, na madrugada de 7 de setembro de 2025, o maior ataque aéreo noturno registrado desde o começo da invasão da Ucrânia, lançando mais de 800 drones e pelo menos 13 mísseis contra diversas cidades ucranianas. Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, a ação matou quatro pessoas e deixou mais de 40 feridos.
Alvo inédito: sede do governo ucraniano
Em Kiev, dois civis morreram e 17 ficaram feridos. Entre os alvos na capital esteve, pela primeira vez, a sede do governo ucraniano. A primeira-ministra Yulia Sviridenko e o ministro das Relações Exteriores Andrii Sybiha confirmaram danos no telhado e nos andares superiores do edifício.
O distrito de Sviatoshynskyi foi o mais atingido. Um prédio residencial de nove andares teve quatro pavimentos parcialmente destruídos e incendiados. Veículos e outras construções também pegaram fogo.
Outras cidades sob ataque
Os projéteis russos atingiram ainda Odessa, Zaporizhzhya, Kremenchuk, Krivoy Rog e Dnipropetrovsk:
- Odessa: três feridos e um ginásio de esportes danificado.
- Krivoy Rog e Dnipropetrovsk: quatro feridos e estragos em prédios administrativos e empresas.
- Kremenchuk: parte da cidade ficou sem energia elétrica.
De acordo com o comando ucraniano, Moscou utilizou nove mísseis de cruzeiro Iskander-K e quatro mísseis balísticos Iskander-M/KN-23, além dos drones Shahed.
Defesa aérea e apelo por apoio
A Força Aérea da Ucrânia informou ter derrubado 747 dos 810 drones iranianos Shahed, além de quatro mísseis de cruzeiro. Mesmo assim, 54 drones e nove mísseis atingiram seus objetivos, provocando mortes e destruição.
Imagem: Agência EFE
Diante da ofensiva, a primeira-ministra Sviridenko e o ministro Sybiha solicitaram novas sanções ocidentais ao setor de petróleo e gás da Rússia, bem como o envio adicional de armas e sistemas antiaéreos.
O governo ucraniano lamentou as vítimas e disse que trabalhará para restaurar rapidamente as estruturas danificadas.
Com informações de Gazeta do Povo