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Maduro afirma que Venezuela reagirá com “república em armas” se sofrer ataque dos EUA

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Caracas, 1º de setembro de 2025 — O ditador venezuelano Nicolás Maduro declarou nesta segunda-feira (1º) que colocará o país em “período de luta armada” caso a Venezuela seja alvo de ação militar dos Estados Unidos, que deslocaram navios de guerra para o mar do Caribe.

“Se a Venezuela fosse atacada, entraríamos imediatamente em um período de luta armada em defesa do território nacional e declararíamos constitucionalmente a república em armas”, afirmou Maduro, durante coletiva de imprensa com correspondentes internacionais na capital venezuelana.

O líder chavista disse que a estratégia nacional, planejada há duas décadas, é “eminentemente defensiva” e combina “luta diplomática” com emprego de força militar. Segundo ele, o governo está em “período especial de preparação” e garantirá o funcionamento do país “em qualquer circunstância”.

Acusações contra Washington

Maduro acusou os Estados Unidos de posicionar oito embarcações de guerra, equipadas com 1,2 mil mísseis, além de um submarino nuclear, com o objetivo de ameaçar a Venezuela. Ele classificou a operação norte-americana como “extravagante, injustificável, imoral e absolutamente criminosa”.

A Casa Branca sustenta que a mobilização naval busca impedir a entrada de drogas em território norte-americano. Na mesma linha, a porta-voz Karoline Leavitt afirmou em agosto que Washington está pronta para “usar todo o poder americano” contra responsáveis pelo tráfico.

Resposta venezuelana na Celac

Mais cedo, o chanceler Yván Gil Pinto disse, em reunião virtual de emergência da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que o argumento dos Estados Unidos de combater o narcotráfico é “uma desculpa” e qualificou de “totalmente falsa” a existência de um suposto Cartel de los Soles.

Comparação com a crise de 1962

Maduro comparou a atual tensão à crise dos mísseis de 1962, quando a tentativa da União Soviética de instalar armamentos nucleares em Cuba colocou Moscou e Washington à beira de conflito atômico.

Denúncias e recompensa

Em 27 de agosto, Maduro acusou os Estados Unidos de violar o Tratado de Tlatelolco, que declara América Latina e Caribe zonas livres de armas nucleares, ao enviar um submarino de propulsão nuclear para águas próximas ao país sul-americano.

Em 7 de agosto, o governo norte-americano dobrou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à captura e condenação de Maduro. Na ocasião, a procuradora-geral Pam Bondi afirmou que o presidente venezuelano mantém vínculos com as gangues Tren de Aragua, Cartel de Los Soles — do qual seria líder, segundo Washington — e o mexicano Cartel de Sinaloa, qualificando-o como “um dos maiores traficantes de drogas do mundo”.

Maduro encerrou a coletiva reiterando que a Venezuela “não busca confronto”, mas, se atacada, “defenderá sua história e seu povo”.

Com informações de Gazeta do Povo