Os Correios fecharam o primeiro semestre de 2025 com prejuízo de R$ 4,37 bilhões, valor três vezes maior que o déficit registrado no mesmo período de 2024, quando a estatal perdeu R$ 1,35 bilhão.
A deterioração dos resultados pressionou a diretoria. No início de julho, o presidente da empresa, Fabiano Silva dos Santos, entregou carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já no primeiro trimestre, a companhia havia reportado perda de R$ 1,7 bilhão e sinalizado ao governo a possibilidade de precisar de apoio financeiro da União.
No trimestre encerrado em 30 de junho, o prejuízo somou R$ 2,64 bilhões. As despesas gerais e administrativas avançaram de R$ 1,959 bilhão no primeiro semestre de 2024 para R$ 3,414 bilhões neste ano, impulsionadas principalmente por gastos com pessoal e custos operacionais.
Além do aumento de despesas, a receita da estatal encolheu. Entre janeiro e junho, o faturamento caiu 11,8% em valores nominais, passando de R$ 9,283 bilhões em 2024 para R$ 8,185 bilhões em 2025.

Imagem: Marcelo Andrade
Em nota divulgada anteriormente, os Correios atribuíram parte da perda de receita de 2024 à chamada “taxa das blusinhas”, originada do novo marco regulatório para compras internacionais. Segundo a empresa, a mudança atendeu a uma demanda do varejo nacional, mas teve impacto negativo sobre os resultados da estatal.
Com informações de Gazeta do Povo