O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, defendeu nesta sexta-feira, 29 de agosto de 2025, a presença do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, na próxima Assembleia Geral da ONU, marcada para setembro.
A manifestação ocorreu depois de o governo dos Estados Unidos anunciar que negará e revogará vistos de palestinos que pretendiam participar do encontro. A única exceção são os diplomatas lotados na missão permanente palestina junto à organização.
Em entrevista coletiva, o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, lembrou que Abbas está escalado para discursar em 22 de setembro. “Esperamos que a situação seja resolvida; é importante que todos os Estados-membros e Estados-observadores possam estar representados”, afirmou.
Dujarric destacou que a presença do líder palestino ganha relevância porque França e Arábia Saudita convocaram, paralelamente à assembleia, uma conferência voltada à solução de dois Estados — um israelense e outro palestino. Segundo ele, o tema será levado ao Departamento de Estado dos EUA.
Guterres invocou ainda artigos do Acordo da Sede da ONU, que vedam a imposição de restrições ao trânsito de representantes de países membros ou observadores rumo à sede da organização, em Nova York, independentemente das relações desses governos com Washington.

Imagem: Bruno Sznajderman
Do lado israelense, o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, agradeceu nas redes sociais à administração norte-americana pela medida contra os diplomatas palestinos. Ele elogiou o “apoio contínuo” do presidente Donald Trump e disse que a decisão dos EUA cobra responsabilidades da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da ANP por “recompensar o terrorismo” e “incitar” contra Israel.
Com informações de Gazeta do Povo