O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), enviou nesta sexta-feira (29) um requerimento à Mesa Diretora para que sejam interrompidos o pagamento de salário e o acesso à cota parlamentar do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
No documento, Farias também solicita que seja negado o pedido do parlamentar do PL para exercer o mandato de forma remota a partir dos Estados Unidos, onde ele permanece desde março de 2025.
Argumentos do líder petista
Segundo Lindbergh, a Constituição e o Regimento Interno da Câmara não preveem a possibilidade de atuação parlamentar fora do território nacional. Para o petista, a ausência prolongada configura situação incompatível com o recebimento de recursos públicos.
O parlamentar do PT ainda critica declarações de Eduardo Bolsonaro, que afirmou ser “o deputado brasileiro mais respeitado no exterior”. Farias afirma que as atividades realizadas nos EUA teriam o objetivo de “pressionar autoridades brasileiras e articular sanções internacionais”.
Defesa de Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro atribui sua permanência nos Estados Unidos a “perseguição política” e argumenta que continua exercendo o mandato. Ele lembra que, durante a pandemia, o trabalho remoto foi autorizado pela Câmara e destaca a “diplomacia parlamentar” como parte de suas atribuições.

Imagem: Vinicius Loures
Desde o início de agosto, o deputado acumula faltas em sessões deliberativas, mas segue recebendo remuneração integral.
O pedido do líder petista agora aguarda análise dos integrantes da Mesa Diretora.
Com informações de Gazeta do Povo