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Grupo pró-Palestina pede à Justiça argentina prisão de Netanyahu em eventual visita ao país

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Um grupo vinculado à causa palestina protocolou uma petição na Justiça Federal da Argentina solicitando a detenção do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, caso ele viaje a Buenos Aires em setembro para se reunir com o presidente Javier Milei.

O requerimento foi apresentado em 29 de agosto de 2025 pelo advogado Rodolfo Yanzón e por Raji Sourani, diretor do Centro Palestino para os Direitos Humanos, em nome das famílias de 15 integrantes da Defesa Civil da Faixa de Gaza, da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) e do Crescente Vermelho Palestino. Segundo os peticionários, essas pessoas morreram em ataques israelenses durante a guerra contra o Hamas.

O caso está sob análise do juiz federal Sebastián Casanello, que já recebeu outros pedidos para que a Argentina execute a ordem de prisão emitida pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Netanyahu em 2024 por supostos crimes de guerra e contra a humanidade no conflito em Gaza.

Na nova petição, o Centro Palestino para os Direitos Humanos solicita que, se Netanyahu desembarcar no país, ele seja detido imediatamente e colocado à disposição do TPI ou, alternativamente, processado em território argentino. Como signatária do Estatuto de Roma, a Argentina se comprometeu a cooperar com o tribunal internacional.

Fontes do governo Milei afirmaram à imprensa local que o premiê israelense está acertando detalhes para visitar a capital argentina no próximo mês. Quando o TPI anunciou a ordem de prisão, a Casa Rosada classificou a decisão como uma afronta ao “direito legítimo de Israel de se defender” diante de ataques do Hamas e do Hezbollah.

Em comunicado divulgado na época, o governo argentino declarou: “Israel enfrenta uma agressão brutal, uma tomada de reféns desumana e o lançamento indiscriminado de ataques contra sua população. Criminalizar a defesa legítima de uma nação enquanto são omitidas essas atrocidades é um ato que distorce o espírito da justiça internacional”.

Até o momento, o gabinete de Netanyahu não se pronunciou sobre a petição, e não há confirmação oficial da data da possível viagem.

Com informações de Gazeta do Povo