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Paulo Figueiredo prevê novas sanções dos EUA após julgamento de Bolsonaro

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O jornalista e empresário Paulo Figueiredo declarou nesta sexta-feira (29) que ele e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) viajarão a Washington na próxima semana para reuniões com autoridades dos Estados Unidos. A agenda acontece no mesmo período em que o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciará o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Documentos serão entregues a autoridades americanas

Segundo Figueiredo, na próxima quarta-feira (3) ele e o parlamentar apresentarão às autoridades norte-americanas “informações muito bem documentadas” sobre o processo que corre no Brasil. “É infantilidade imaginar qualquer fraude”, afirmou.

Possibilidade de nova leva de sanções

O empresário disse esperar que, após o julgamento, o governo dos EUA adote novas sanções contra pessoas ligadas ao caso, citando eventuais punições a juízes auxiliares e agentes da Polícia Federal. Ele também prevê o cancelamento de vistos de autoridades brasileiras. Figueiredo apelou para que o setor produtivo do país seja preservado.

Defesa de anistia

Figueiredo defendeu que a direita pressione o Congresso por uma anistia. Para ele, a prioridade é “soltar a mordaça e as algemas” e garantir reação parlamentar.

Alvo de inquérito no STF

O empresário é investigado em um inquérito do STF que apura uma suposta trama golpista. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Figueiredo e outros 33 investigados por incitação a militares, divulgação de documentos e pedidos de restrições comerciais aos EUA.

Como não foi formalmente citado, Figueiredo recorreu à Defensoria Pública da União (DPU), que questiona a validade da notificação e pede a suspensão da ação penal. A defensoria solicita ainda o envio de carta rogatória para citação nos Estados Unidos. O procurador-geral Paulo Gonet analisará o pedido antes de nova decisão do Supremo.

Volta ao Brasil condicionada à anistia

Figueiredo afirmou que teve ativos, redes sociais, sigilos e passaporte bloqueados em 30 de dezembro de 2022 e que, sem notificação formal, pode ser “o primeiro condenado à revelia”. Ele diz que só pretende retornar ao país caso haja anistia e afastamento das medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Com informações de Gazeta do Povo