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PF inclui Reag Investimentos na Operação Carbono Oculto

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São Paulo – A Polícia Federal (PF) apontou a gestora Reag Investimentos como um dos alvos da Operação Carbono Oculto, ação que apura o uso de fundos de investimento para ocultar recursos supostamente ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em comunicado a investidores, a Reag confirmou que mandados de busca e apreensão foram cumpridos em seus escritórios na quinta-feira, 28 de agosto. A empresa declarou colaborar “integralmente” com as autoridades.

Investigação mira fundos e setor de combustíveis

De acordo com a PF, a Operação Carbono Oculto investiga a atuação do PCC na economia formal, com ênfase no mercado de combustíveis. A suspeita é de que fundos de investimento tenham sido usados para lavar dinheiro de origem ilícita. Grandes instituições financeiras da Avenida Faria Lima, em São Paulo, estariam entre os investigados.

Posicionamento da Reag

Em nota, a Reag — que se apresenta como a maior gestora independente do país, com R$ 299 bilhões sob gestão — negou participação em atividades ilegais. A companhia afirmou que alguns dos fundos citados pela PF jamais estiveram sob sua administração e, nos casos em que atuou, teria seguido “rigor técnico e total transparência”. A gestora acrescentou que todos os fundos para os quais prestou serviços foram liquidados ou tiveram a gestão renunciada meses atrás e que não mantém vínculos com negócios dos clientes investigados.

Demais instituições citadas

Além da Reag, aparecem na investigação o Banco Genial, a fintech BK Bank e a empresa Bankrow. As três instituições divulgaram comunicados:

  • BK Bank disse ter sido “surpreendida” pela operação e ressaltou ser autorizada e fiscalizada pelo Banco Central, mantendo “rigorosos padrões de compliance”.
  • Bankrow declarou não entender por que foi incluída na investigação. Afirmou ser auditada pelo Banco Central e enviar relatórios diários de movimentação, prometendo mais informações após acesso aos autos.
  • Banco Genial informou ter tomado conhecimento da operação pela imprensa e afirmou adotar os “mais elevados padrões de governança, ética e compliance”.

As investigações seguem em andamento sob responsabilidade da Polícia Federal.

Com informações de Gazeta do Povo