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Governo afirma que PCC transfere atividades ilícitas para negócios formais, após megaoperação

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Brasília – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, declarou nesta quinta-feira (28) que a megaoperação deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público revela a estratégia do Primeiro Comando da Capital (PCC) de deslocar parte de suas atividades do mercado clandestino para estruturas empresariais regulares, especialmente no ramo de combustíveis.

A ação, batizada de Tank, Quasar e Carbono Oculto, ocorreu simultaneamente em mais de dez estados e atingiu mais de 350 alvos, entre pessoas físicas, jurídicas e fintechs suspeitas de lavar recursos da facção.

Esquema alcança “andar de cima”

Ao lado dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social), do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e da subsecretária de Fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, Lewandowski afirmou que a investigação nasceu de um núcleo de combate ao crime organizado criado no início do ano.

Segundo Haddad, o grupo criminoso operava em mais de 1 000 postos de combustíveis em 10 estados, quatro refinarias e utilizava cerca de 1 000 caminhões para distribuir produto adulterado. Fundos de investimento ligados à quadrilha movimentaram R$ 52 bilhões entre 2021 e 2024, informou o ministro, o que permitiu à Justiça determinar bloqueios de bens que podem alcançar “bilhões de reais”.

Combate integrado

Lewandowski ressaltou que o fenômeno de migração do crime organizado para negócios formais ocorre em vários países e exige ação coordenada de diferentes órgãos públicos, e não apenas operações policiais isoladas. “Os resultados estão aparecendo, batendo recordes dia a dia e mês a mês”, disse.

Haddad acrescentou que, ao atingir a estrutura financeira do PCC, a operação atinge “o andar de cima” da organização, evitando que líderes substituam rapidamente integrantes presos. Ele antecipou que novas ações semelhantes devem ser deflagradas e pediu cooperação dos governos estaduais.

Com informações de Gazeta do Povo