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Itamaraty oficializa pedido de extradição de ex-assessor de Moraes às autoridades italianas

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O Ministério das Relações Exteriores encaminhou nesta segunda-feira, 25 de agosto de 2025, o pedido formal de extradição de Eduardo Tagliaferro ao governo da Itália. O documento foi enviado à Embaixada do Brasil em Roma e ao Ministério das Relações Exteriores italiano.

Tagliaferro, perito em computação e ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deixou o Brasil após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A solicitação de extradição partiu do próprio Moraes e foi formalizada depois de análise do Ministério da Justiça, seguindo as normas do Tratado de Extradição Brasil-Itália, em vigor desde 1989.

Acusações da PGR

A PGR atribui a Tagliaferro os crimes de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação sobre suposta organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Em abril, a Polícia Federal já tinha indiciado o ex-assessor por divulgar diálogos sigilosos entre servidores do TSE e do Supremo Tribunal Federal, episódio que ficou conhecido como “Vaza Toga”. Segundo o órgão ministerial, as condutas ocorreram enquanto o STF apurava atos antidemocráticos (Pet. 12.100/DF), disseminação de notícias falsas (Inq. 4.781/DF) e atuação de milícias digitais (Inq. 4.784/DF).

Defesa e repercussão

Tagliaferro nega todas as acusações, alega perseguição política de Moraes e afirma contar com apoio de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Nas redes sociais, declarou que pretende levar denúncias contra o ministro ao Parlamento Europeu, alegando possuir provas que comprovariam prejuízos à sua vida pessoal e profissional.

Itamaraty oficializa pedido de extradição de ex-assessor de Moraes às autoridades italianas - Imagem do artigo original

Imagem: Alejandro Zambrana via gazetadopovo.com.br

Próximos passos

Com a entrega do pedido, caberá às autoridades italianas analisar a documentação e decidir se concedem a extradição. O tratado bilateral prevê a medida para crimes cuja pena máxima ultrapasse um ano de prisão, condição enquadrada nos delitos apontados pela PGR.

Não há prazo definido para a decisão italiana.

Com informações de Gazeta do Povo