Milhares de cristãos caminharam pelas ruas de Belfast, capital da Irlanda do Norte, no sábado (23), durante a Marcha para Jesus. O ato foi organizado pela Igreja de Todas as Nações e contou com a participação de mais de 20 congregações evangélicas.
A concentração começou às 12h30 no Parque Ormeau, na entrada do Complexo Ozone. De lá, os participantes percorreram várias vias da cidade por cerca de 45 a 50 minutos, acompanhados por música de adoração ao vivo, até chegarem à Prefeitura de Belfast.
Os organizadores descreveram o encontro como um ato público de adoração voltado à cura espiritual, à unidade e à renovação da cidade. No trajeto, relatos nas redes sociais chamaram o dia de “icônico” e destacaram a oportunidade de ver fiéis “reunidos dessa maneira”.
Entre os participantes estavam Fiona Bennett, de Larne, que disse “adorar” a ideia de novas marchas; Michelle Barden, de Newry, que apreciou estar com “pessoas que pensam da mesma forma”; Martha Blackstock, do leste de Belfast, que agradeceu pela chance de união; e Chano, que viajou de Moira e classificou o evento como “brilhante”.
A programação em frente à Prefeitura foi conduzida pelo músico cristão Brian Houston e pela Igreja de Todas as Nações, com representantes de Dublin e Belfast. Também falaram ministros de mais de vinte igrejas, líderes da Igreja da Irlanda e de denominações metodistas, além do jovem influenciador Ged Armstrong, que compartilhou seu testemunho.
O culto final se estendeu até as 17h, com momentos de louvor, orações e música. Entre os temas mencionados nas intercessões estiveram a situação política local, o atendimento a pessoas em situação de rua, o combate à dependência química e o clamor pela paz no Oriente Médio.

Imagem: guiame.com.br
O pastor John Ahern, líder da Igreja de Todas as Nações, agradeceu pela união entre fiéis do norte e do sul do país e destacou o caráter pacífico e familiar da marcha, descrita pelos organizadores como apolítica e inclusiva.
A iniciativa, realizada em uma região historicamente marcada por divisões, foi apontada pelos organizadores como um símbolo de unidade e de contribuição da fé cristã para a vida pública de Belfast.
Com informações de Guiame