O governo de Israel barrou a entrada do prefeito de Barcelona, Jaume Collboni, que pretendia iniciar uma visita ao país neste fim de semana. A agenda, que incluía compromissos em Tel Aviv e Jerusalém, acabou restrita à Jordânia neste domingo (24).
Collboni, filiado ao Partido Socialista, viajaria a convite dos prefeitos de Ramallah e Belém, na Cisjordânia. O roteiro previa encontros na capital israelense e a participação em projetos de cooperação financiados pela prefeitura de Barcelona.
A comitiva municipal levava também autoridades locais e um grupo de jornalistas, todos com autorização prévia do Ministério das Relações Exteriores da Espanha.
Reações do prefeito
Em publicação no Instagram, Collboni classificou a decisão de Israel como um “ato hostil” e afirmou que continuará “trabalhando incansavelmente pela paz, pela justiça e pelo reconhecimento dos direitos do povo palestino”. Segundo ele, a medida impede uma “missão de cooperação e paz”.
A prefeitura de Barcelona divulgou nota dizendo que a recusa “reforça o compromisso” da cidade com seus princípios nas relações internacionais. Em junho do ano passado, a Câmara Municipal havia rompido relações com o governo israelense em protesto contra as operações militares na Faixa de Gaza.

Imagem: Bruno Sznajderman via gazetadopovo.com.br
Justificativa de Israel
A Autoridade de Imigração israelense informou, em comunicado, que a entrada foi negada por Collboni ter “histórico de difamação do Estado e participação em boicotes a Israel”. Segundo o órgão, a medida segue a Lei de Entrada de Israel e foi tomada em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores e o Conselho de Segurança Nacional.
Visita à Jordânia
Impedido de entrar em território israelense, o prefeito passou o domingo conhecendo projetos da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) na Jordânia. Barcelona destinou €300.000 à distribuição de alimentos via UNRWA e, em 2024, elevou a contribuição anual para €190.000, segundo dados oficiais.
Com informações de Gazeta do Povo