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Ex-sócia de Epstein diz não ter visto conduta imprópria de Trump e Clinton

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) divulgou nesta sexta-feira (22) a transcrição e o áudio de um depoimento prestado no mês passado pela socialite britânica Ghislaine Maxwell, ex-namorada e ex-parceira de negócios do financista Jeffrey Epstein.

Durante o interrogatório conduzido pelo procurador-geral adjunto Todd Blanche, Maxwell afirmou que nunca presenciou nem ouviu relatos de comportamento inapropriado ou criminoso envolvendo o então presidente Donald Trump ou o ex-mandatário Bill Clinton em relação às atividades de Epstein.

Maxwell, que cumpre pena de 20 anos por acusações de tráfico sexual, descreveu Trump como “muito cordial e gentil” e disse admirar sua “extraordinária conquista” ao chegar à Casa Branca. Questionada sobre possíveis condutas inadequadas do republicano, respondeu: “Absolutamente nunca, em nenhum contexto”.

Sobre Clinton, a socialite declarou que o ex-presidente era amigo dela, não de Epstein, e que o contato entre ambos se restringiu ao uso do avião particular do financista em viagens para África, Ásia e Europa após o democrata deixar o cargo. Ela negou que Clinton tenha visitado a propriedade de Epstein nas Ilhas Virgens Americanas, onde teriam ocorrido a maior parte dos crimes sexuais investigados. “Ele nunca, absolutamente nunca foi”, disse.

Maxwell também rejeitou a existência de uma suposta lista de celebridades que teriam sido chantageadas por Epstein. Nas últimas semanas, o governo Trump foi pressionado depois de confirmar oficialmente que o financista se suicidou em 2019 e de alegar que tal lista não existe, contrariando teorias divulgadas por simpatizantes do presidente.

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Imagem: JASON SZENES via gazetadopovo.com.br

Para rebater as críticas, o DOJ solicitou o depoimento de Maxwell e pediu a divulgação de outras declarações relacionadas ao caso, mas juízes norte-americanos negaram a liberação desses materiais. Enquanto isso, apoiadores de Trump seguem destacando as antigas ligações entre Epstein e Clinton, que elogiou o financista publicamente antes de surgirem as denúncias.

Com informações de Gazeta do Povo