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Ministro defende aliança ampla com partidos de centro para 2026 e afirma que “a democracia está em jogo”

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Brasília, 22 de agosto de 2025 – O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, declarou que o Partido dos Trabalhadores (PT) precisará obter um apoio “robusto” de legendas de centro para disputar a Presidência da República em 2026. Segundo ele, o próximo pleito, assim como em 2022, será decidido em torno da defesa da democracia.

Em entrevista publicada nesta sexta-feira (22) pela revista Veja, Dias afirmou que a coalizão entre esquerda e centro é fundamental diante do cenário político atual, marcado pelas investigações da Polícia Federal sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelo processo que apura suposta tentativa de golpe após as últimas eleições. Inelegível até o momento, Bolsonaro tenta reverter a condenação, enquanto siglas de direita buscam um nome de consenso para eventuais substituições.

Aliança com o centro

O ministro citou a escolha de Geraldo Alckmin (PSB) como vice de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 como exemplo de aproximação bem-sucedida. Na avaliação dele, parte significativa do centro político se distanciou da “extrema direita”, o que abriria espaço para novas composições. “É a democracia que está em jogo”, enfatizou.

Para Dias, o diálogo com partidos que defendem crescimento econômico e inclusão social será intensificado na chamada janela partidária do início de 2026. Ele disse confiar em uma “reorganização do tabuleiro” durante esse período, quando dirigentes e parlamentares podem trocar de legenda sem perder o mandato.

Contato com lideranças evangélicas

O ministro também mencionou tratativas com diferentes denominações evangélicas, segmento onde Lula ainda enfrenta resistência. Segundo ele, parcerias com esses grupos permitem alcançar comunidades periféricas e regiões remotas.

Candidaturas já lançadas

Enquanto o PT busca ampliar sua base, possíveis adversários se movimentam. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), lançou pré-candidatura na semana passada. Em abril, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), fez o mesmo. No MDB, o deputado Alceu Moreira, presidente da Fundação Ulysses Guimarães, defende nome próprio para o Planalto. O PSD, liderado por Gilberto Kassab, sinaliza preferência pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Ministro defende aliança ampla com partidos de centro para 2026 e afirma que “a democracia está em jogo” - Imagem do artigo original

Imagem: Fábio Rodrigues-Pozzebom via gazetadopovo.com.br

Novo comando do PT

A aproximação com o centro também é prioridade do novo presidente do PT, Edinho Silva, eleito no mês passado com apoio de Lula. Ele derrotou alas internas mais radicais ao defender diálogo com eleitores de Bolsonaro e da chamada “terceira via”. “As entregas do governo não mudaram a opinião pública, mas o debate sobre modelo de sociedade, sim”, declarou ao jornal O Globo.

As articulações deverão se intensificar nos próximos meses, quando partidos finalizam estratégias para 2026 e aguardam definições sobre a situação jurídica de Bolsonaro.

Com informações de Gazeta do Povo