O governo da Suíça anunciou nesta terça-feira, 19 de agosto de 2025, que concederá imunidade ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, caso ele viaje a Genebra para um eventual encontro com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. A cidade foi sugerida pela França como território neutro para sediar uma conferência voltada à paz.
De acordo com o ministro das Relações Exteriores suíço, Ignazio Cassis, a proteção diplomática abrangeria toda a estadia de Putin no país. “Estamos plenamente preparados para receber uma reunião dessa amplitude”, declarou o chefe da diplomacia, lembrando a tradição de Genebra como palco de negociações internacionais.
A decisão suíça ocorre apesar do mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) em março de 2023, que acusa o líder russo de deportação forçada e transferência ilegal de crianças ucranianas para áreas ocupadas por Moscou.
Precedentes e articulações
Genebra já foi cenário do único encontro entre Putin e o então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em 2021, poucos meses antes do início da guerra na Ucrânia. Nesta terça, o presidente francês, Emmanuel Macron, reforçou a proposta de repetir o formato na cidade suíça.
Os preparativos ganham ritmo depois da reunião realizada na última sexta-feira (15) no Alasca entre o atual presidente norte-americano, Donald Trump, e Putin. No dia seguinte, Zelensky se encontrou com líderes europeus na mesma região. A Casa Branca informou que já iniciou os arranjos logísticos para o encontro entre os chefes russos e ucranianos, que poderia ser seguido por outra reunião envolvendo também Trump.
Tanto Zelensky quanto Putin manifestaram disposição para participar da cúpula. Paralelamente, dirigentes dos países que compõem a autodenominada “Coalizão de Voluntários” — grupo europeu que apoia firmemente Kiev — devem se reunir ainda hoje para definir próximos passos.

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Em Moscou, porta-vozes do Kremlin afirmaram que qualquer reunião entre os dois presidentes exige “preparação minuciosa”.
Não há, até o momento, data confirmada para o possível encontro em Genebra.
Com informações de Gazeta do Povo