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Eduardo Riedel deixa o PSDB e se filia ao PP; tucanos perdem último governador eleito em 2022

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, oficializou nesta terça-feira, 19 de agosto de 2025, sua filiação ao Progressistas (PP), encerrando duas décadas de militância no PSDB. A troca de legenda ocorre a pouco mais de um ano do início do calendário eleitoral de 2026, quando Riedel pretende disputar a reeleição.

Segundo o governador, a mudança foi motivada por fatores como maior tempo de propaganda em rádio e televisão e acesso a um fundo eleitoral mais robusto. “O Brasil mudou. Sinto-me confortável no PP, partido cujos valores se alinham aos que defendo na vida pública”, declarou Riedel durante a cerimônia de filiação, dirigindo-se ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional da sigla.

O ato ocorreu horas antes do lançamento oficial da federação que o PP formará com o União Brasil. Procurada, a direção nacional do PSDB ainda não se manifestou sobre a saída de seu último governador eleito no pleito de 2022.

Encolhimento tucano

A perda de Riedel aprofunda o esvaziamento do PSDB, que em 2025 já havia assistido às migrações da pernambucana Raquel Lyra e do gaúcho Eduardo Leite para o PSD. Na outra ponta, o PP amplia seu espaço nos Executivos estaduais, onde já comanda Roraima, com Antônio Denarium, e o Acre, com Gladson Cameli.

Nas eleições de 2022, o PSDB elegeu 13 deputados federais, três governadores e nenhum senador, resultado considerado o pior de sua história. Em fevereiro, o presidente nacional do partido, Marconi Perillo, admitiu erros estratégicos, especialmente a ausência de candidatura própria ao Palácio do Planalto após a desistência de João Doria. “Defendi que Eduardo Leite voltasse ao jogo para representar nosso projeto de poder”, afirmou Perillo em entrevista à GloboNews.

Eduardo Riedel deixa o PSDB e se filia ao PP; tucanos perdem último governador eleito em 2022 - Imagem do artigo original

Imagem: Rafa Neddermeyer via gazetadopovo.com.br

Perillo também avaliou que, diferentemente do PT, os tucanos não conseguiram recuperar fôlego após a Operação Lava Jato e o revés de 2018, quando Geraldo Alckmin, então no PSDB, não alcançou o segundo turno presidencial.

Gestão e perspectivas

No discurso de filiação, Riedel ressaltou indicadores econômicos de seu governo, como queda no desemprego, redução da pobreza extrema e crescimento acima da média nacional desde que assumiu o cargo em 2023. “Seguiremos unidos em torno de um propósito para este país”, concluiu o governador, que agora conduz as articulações para a reeleição a partir da nova legenda.

Com informações de Gazeta do Povo