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Planalto vê risco de Trump questionar resultado caso Lula vença eleição sem Bolsonaro

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Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que as recentes tarifas e sanções aplicadas por Washington contra autoridades brasileiras ultrapassam o campo diplomático e configuram tentativa de interferência política no processo eleitoral de 2026.

Segundo a Folha de S. Paulo, membros do governo entendem que as ações de Donald Trump visam assegurar a participação de um candidato alinhado à sua agenda na corrida pelo Palácio do Planalto. Na avaliação interna, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito sem Jair Bolsonaro (PL) na disputa, Trump deve questionar a legitimidade do pleito.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) já manifestou publicamente a mesma preocupação. Ele afirmou que, se o pai ficar impedido de concorrer, os Estados Unidos poderiam não reconhecer o resultado da votação.

Pressão na América Latina

No governo, o entendimento é de que Washington busca reafirmar influência na América Latina. Como exemplos, citam as críticas dos EUA à ordem de prisão do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, referência da direita no país, e o apoio à detenção da ex-mandatária argentina Cristina Kirchner, de esquerda.

Em julho, o indicado a embaixador dos EUA em Buenos Aires, Peter Lamelas, declarou que Cristina “deveria receber a justiça que merece” e que, se não fosse política, “estaria na prisão”. Já o secretário de Estado, Marco Rubio, saiu em defesa de Uribe, dizendo que o colombiano “apenas lutou e defendeu incansavelmente sua pátria”, acusando juízes de atuarem de forma radical.

Articulação de Lula no exterior

Diante do cenário, Lula intensificou o diálogo com líderes de países que também sofreram sanções do governo Trump. Nesta semana, o presidente tem conversas programadas com Emmanuel Macron (França), Friedrich Merz (Alemanha), Ursula von der Leyen (Comissão Europeia) e Cyril Ramaphosa (África do Sul).

Possíveis sanções e receios internos

Mesmo com a escalada de tensões, assessores do Planalto não acreditam que os Estados Unidos avancem sobre o sistema financeiro brasileiro. Uma fonte sustenta que punir bancos locais seria arriscado, podendo gerar instabilidade que afetaria inclusive setores simpáticos ao bolsonarismo, como o mercado financeiro da Faria Lima.

Ainda assim, há temor de que a Lei Magnitsky — que permite sanções a autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos — seja aplicada contra magistrados brasileiros envolvidos no julgamento de Jair Bolsonaro. Para o governo, essa iniciativa poderia ocorrer antes ou depois de eventual decisão do Supremo Tribunal Federal.

Com informações de Direita Online