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Familiares de reféns prometem acampar na fronteira com Gaza para pressionar por cessar-fogo

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Familiares de israelenses mantidos reféns pelo Hamas anunciaram que montarão um acampamento, a partir desta segunda-feira (18), na área mais próxima da Faixa de Gaza acessível à população civil. O objetivo é intensificar a cobrança por um acordo de cessar-fogo imediato que inclua a libertação dos sequestrados.

A decisão foi divulgada neste domingo (17) pelo Fórum de Famílias de Reféns e Desaparecidos, grupo que representa a maioria dos parentes dos sequestrados em 7 de outubro de 2023. “Somos obrigados a escalar nossa luta e fazer todo o possível para trazer de volta nossos entes queridos. Se não os trouxermos agora, poderemos perdê-los para sempre”, informou a entidade em comunicado.

Acampamento e críticas ao governo

Segundo o Fórum, os familiares passarão a noite no local, sem prazo para encerrar a manifestação. Eles se opõem ao plano do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de ocupar a cidade de Gaza, alegando que a operação militar coloca em risco a vida dos reféns.

Greve nacional e protestos

No mesmo dia do anúncio, milhares de pessoas participaram de uma greve geral em Israel — o domingo é dia útil no país. A mobilização, apoiada por partidos de oposição, grupos sociais e empresários, incluiu bloqueios de rodovias pela manhã e uma marcha noturna até a praça principal de Tel Aviv.

A polícia informou ter detido mais de 30 manifestantes por perturbação da ordem pública, alegando que alguns atos degeneraram em distúrbios violentos. Ainda de acordo com o Fórum, cerca de 350 mil pessoas se reuniram em Tel Aviv.

Depoimentos de ex-reféns

Durante o ato, ex-sequestrados exibiram vídeos em que pediam ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que priorize a libertação dos reféns antes de apoiar as ações do governo israelense. Outros ex-cativos estiveram presentes e relataram o período em que ficaram em poder do Hamas.

Familiares de reféns prometem acampar na fronteira com Gaza para pressionar por cessar-fogo - Imagem do artigo original

Imagem: Bruno Sznajderman via gazetadopovo.com.br

Cartazes com fotos dos prisioneiros, bandeiras israelenses e laços amarelos — símbolo de solidariedade aos reféns — dominaram a manifestação. Oradores também culparam Netanyahu pelo fato de, 681 dias após o início da guerra, ainda haver reféns em Gaza.

Saldo do conflito

O Fórum estima que 20 sequestrados permaneçam vivos e outros 30 tenham morrido na Faixa de Gaza. O confronto começou em 7 de outubro de 2023, quando militantes do Hamas invadiram Israel e mataram mais de 1.200 pessoas.

Com informações de Gazeta do Povo