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PF inclui pastor Silas Malafaia em inquérito que apura obstrução de investigação ligada a Jair Bolsonaro

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A Polícia Federal incorporou o pastor Silas Malafaia ao inquérito que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista Paulo Figueiredo. A informação foi divulgada pela GloboNews.

O procedimento, aberto em maio sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), apura possíveis ações contra autoridades da Corte e de outros órgãos públicos, além de uma suposta articulação para provocar sanções internacionais contra o Brasil.

Malafaia organizou o ato de apoio a Bolsonaro realizado em 3 de agosto, na avenida Paulista, em São Paulo. O ex-presidente participou por vídeo transmitido em redes sociais de terceiros. No dia seguinte ao evento, Moraes determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro.

A abertura do inquérito foi motivada por reclamações de ministros do STF sobre a postura do Itamaraty diante de pressões do governo dos Estados Unidos contra a Corte, ampliadas por declarações de Eduardo Bolsonaro. Para parte dos magistrados, a diplomacia brasileira deveria ter reagido de forma mais enfática.

Entre os delitos investigados estão coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal), obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Reação do pastor

Procurado, Silas Malafaia afirmou que a investigação comprova, segundo ele, que “o Estado democrático de Direito está em perigo” e declarou respeitar a Polícia Federal, embora critique o que chamou de “PF de Lula e Alexandre de Moraes”. O pastor nega qualquer irregularidade: “Que obstrução de Justiça eu fiz? Eu nem falo inglês, não tenho contato com autoridades”, disse.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Malafaia acusou a Polícia Federal de vazar informações à imprensa antes de notificá-lo oficialmente e voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes.

PF inclui pastor Silas Malafaia em inquérito que apura obstrução de investigação ligada a Jair Bolsonaro - Imagem do artigo original

Imagem: Reprodução via folhagospel.com

Origem do pedido

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou a inclusão de Eduardo Bolsonaro no inquérito, argumentando que o deputado intensificou ataques a ministros do STF à medida que avançavam as investigações sobre a suposta trama golpista que envolve militares e aliados do ex-presidente.

No ato de 3 de agosto, Malafaia criticou pré-candidatos da direita que não compareceram, afirmando que eles teriam “medo do STF”. Ele também chamou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) de “traidor” por não assinar pedido de impeachment contra Moraes e transmitiu toda a manifestação em seu canal no YouTube.

O inquérito segue em sigilo no Supremo Tribunal Federal.

Com informações de Folha Gospel