Governadores e parlamentares de vários estados norte-americanos administrados pelo Partido Democrata estudam novos impostos sobre os mais ricos para equilibrar contas públicas e prevenir cortes de programas sociais. A informação foi divulgada pelo Wall Street Journal nesta quinta-feira, 14 de agosto de 2025.
Quem está à frente das propostas
Entre os estados citados estão Washington, Rhode Island, Maryland, Minnesota e Connecticut, todos com maioria democrata nas assembleias locais. O governador de Minnesota, Tim Walz, ex-candidato democrata à vice-presidência, é um dos defensores das mudanças.
Principais medidas em debate
As iniciativas incluem:
- elevação de alíquotas sobre grandes fortunas;
- maior tributação sobre ganhos de capital;
- cobrança extra sobre imóveis de alto padrão, como a chamada “taxa Taylor Swift”, que incidiria sobre residências avaliadas em mais de US$ 1 milhão em áreas de Rhode Island.
Motivos alegados pelos defensores
Líderes democratas argumentam que as mudanças compensariam a queda de arrecadação provocada pela lei tributária sancionada pelo então presidente Donald Trump, que ampliou cortes de impostos para pessoas físicas e empresas. Eles afirmam ainda que possíveis reduções de repasses federais podem comprometer programas como o Medicaid, pressionando os orçamentos estaduais.
Críticas e risco de migração de contribuintes
Opositores temem que a pressão fiscal incentive a mudança de domicílio de empresários e pessoas de alta renda para estados com carga tributária menor, em geral administrados por republicanos. Estudos citados pelo jornal indicam maior propensão de bilionários e idosos com patrimônio facilmente transferível a deixar regiões que criem impostos sobre herança, riqueza ou renda elevada.
Imagem: Lenin Nolly via gazetadopovo.com.br
Dados da Heritage Foundation mostram que, de abril de 2020 a julho de 2023, cerca de 2,8 milhões de norte-americanos trocaram estados com impostos altos por locais como Flórida e Texas. Já levantamento do Goldman Sachs Research calcula que, entre 2017 e 2023, aproximadamente 4 % das famílias com renda superior a US$ 1 milhão mudaram de estado, movimento que pode ter reduzido a arrecadação em áreas mais tributárias em até 3 %.
Os projetos ainda serão analisados nas próximas sessões legislativas estaduais, sem data definida para votação.
Com informações de Gazeta do Povo