A Casa Branca iniciou nesta terça-feira, 12 de agosto de 2025, uma campanha pública para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja agraciado com o Prêmio Nobel da Paz. A iniciativa foi divulgada nas redes sociais oficiais da residência presidencial, que afirmaram que “o mundo clama” pela premiação do republicano.
Na publicação, o governo norte-americano escreveu que “o presidente Donald J. Trump é o presidente da PAZ” e listou autoridades que apoiam sua indicação:
- Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel;
- Nikol Pashinyan, primeiro-ministro da Armênia;
- Ilham Aliyev, presidente do Azerbaijão;
- Hun Manet, primeiro-ministro do Camboja;
- Brice Oligui Nguema, presidente do Gabão;
- Olivier Nduhungirehe, ministro das Relações Exteriores de Ruanda;
- Governo do Paquistão.
Menos de duas semanas antes, a porta-voz Karoline Leavitt havia creditado a Trump a mediação de acordos para pôr fim a conflitos entre Tailândia e Camboja, Israel e Irã, Ruanda e República Democrática do Congo, Índia e Paquistão, Sérvia e Kosovo, além de Egito e Etiópia. Segundo ela, o presidente teria negociado “em média um acordo de paz ou cessar-fogo por mês” nos seis primeiros meses de mandato.
Como funciona a escolha do Nobel da Paz
O Prêmio Nobel da Paz é concedido a pessoas ou organizações que, no período avaliado, tenham contribuído de forma significativa para “promover a irmandade entre as nações”. O vencedor é escolhido pelo Comitê Norueguês do Nobel, formado por cinco membros indicados pelo Parlamento da Noruega, geralmente políticos aposentados. Atualmente, o colegiado é presidido pelo representante norueguês da PEN International.
Podem apresentar candidaturas membros de governos e parlamentos, professores universitários de história, ciências sociais, direito e filosofia, além de ex-laureados. Autoindicações são proibidas. A lista de indicados é mantida em sigilo por 50 anos, embora os proponentes possam revelar seus escolhidos.

Imagem: Molly Riley via gazetadopovo.com.br
A primeira reunião do comitê costuma ocorrer em fevereiro, ocasião em que novos nomes podem ser adicionados pelos próprios membros. Em 2024, foram registradas 286 indicações; em 2025, o número subiu para 338, sendo 244 indivíduos e 94 organizações. Após revisar os candidatos, o grupo elabora uma lista restrita e cada nome passa pela análise de consultores permanentes e especialistas. A decisão busca a unanimidade, mas, na falta de consenso, prevalece a maioria dos votos.
Com informações de Gazeta do Povo